O Pote do Rei
R. Joaquim Antunes, 224
Tel.: (11) 3068-9888
Depois do Le Jazz, combinei outro almoço com minha amiga Myrian. Ela conheceu O Pote do Rei no último Restaurant Week e gostou tanto que quis voltar. Ela levou junto dois colegas do trabalho: a Didi (super simpática) e o Borges (para descrevê-lo, eu precisaria escrever um post só para ele… Mas ele não merece tanto).
O local chama bastante atenção por causa da fachada cor de rosa, bem exagerada. Cheguei um pouco antes do horário combinado e aguardei sentada num banco em frente ao restaurante, junto a um "canteirinho" de ervas que exalava um cheiro agradabilíssimo.
A decoração do interior do restaurante é bem mais suave e tranqüila, com mesas bem espaçadas. Há um ambiente interno mais sofisticado e um ambiente externo, mais casual e com bastante iluminação natural.
Nesse restaurante são servidos pratos executivos, que saem por R$39 e incluem entrada, prato principal e sobremesa. Cada dia da semana homenageia um país do Mediterrâneo (Marrocos, Grécia, Espanha, França, Itália e Portugal). Na sexta-feira os pratos eram inspirados em Portugal.
As opções do dia eram:
Entrada
- mix de folhas com tomate cereja e crocante de focaccia ao vinagrete de limão siciliano;
- bouquet de folhas ao vinagrete de mostarda e ervas com lascas de grana padano.
Prato Principal
- bacalhau com natas;
- espetada madeirense de fila mignon com açorda de leite e grão de bico.
Sobremesa
- sorvete de coco com calda de ovos moles e crocante de coco queimado;
- fatias de abacaxi.
De entrada escolhi o bouquet de folhas ao vinagrete de mostarda. Como todos da mesa pediram o bacalhau, preferi experimentar a espetada madeirense. O Borges disse que no dia que ele abrir um restaurante, ele servirá um prato chamado "espetada do Borjão". Claro que eu vou passar longe dessa espetada, né?
O couvert (não me lembro do preço) era uma tentação. Os pães eram bem frescos e ficavam ótimos apenas com azeite ou com manteiga. Quase nos entupimos de pães, mas paramos antes que não sobrasse mais espaço para os pratos.
O bouquet de folhas não tinha nada de diferente, mas as lascas de queijo grana padano deixavam a salada um pouquinho mais interessante. Talvez a outra salada fosse melhor por causa do crocante de focaccia.
A carne da espetada estava macia e ao ponto. O sabor da carne estava bem suave. Achei um pouco difícil de cortá-la e a primeira impressão que tive era de que a carne estava dura, mas depois notei que era a faca que não cortava bem. Não me perguntem o que é açorda, mas o que estava no meu prato parecia um purê bem cremoso de grão de bico.
Provei o bacalhau, que estava realmente bom. O bacalhau vem bem desfiadinho, misturado com batata, se não me engano. Mas percebi que algumas pequenas espinhas atrapalhavam um pouco na hora de comer. O Borges, vulgo Borjão, pedia licença para "afogar o bacalhau" dele no azeite. Ainda bem que era bacalhau… E bacalhau sempre combina com azeite.
De sobremesa provei o sorvete de coco com calda de ovos moles. O sorvete de coco ficou ótimo com o crocante de coco queimado, mas não gostei da calda de ovos moles, que estava com um gosto muito forte de gema. Não que a calda estivesse ruim, mas eu não gosto daquele sabor característico da gema, muito menos na minha sobremesa.
O abacaxi estava bem azedo, mas tudo bem, pois quem pediu foi o Borges. E depois de tirar sarro de mim o almoço inteiro, ele mereceu.