Le Jazz
Rua dos Pinheiros, 254
Tel: (11) 2359-8141
Depois de um tenebroso resfriado (com direito a dor de cabeça incessante e garganta infeccionada, que desconfio ter sido curada à base de sorvete de chocolate belga, de pistache e de nocciola do Bacio di Latte), minha disposição para comer fora voltou.
Tinha prometido almoçar com minha amiga Myrian, que trabalha em Pinheiros. Naquela região existem vários restaurantes interessantes. Ela já havia visitado muitos deles, mas nunca o Le Jazz. Não queria fazê-la repetir restaurante e o Le Jazz parecia ser uma opção legal.
Nunca tinha me interessado por esse restaurante, então não sabia muito sobre ele. Melhor, porque assim não criei expectativa.
Cheguei um pouco antes do combinado e o restaurante ainda estava abrindo, mas logo seu pequeno salão foi sendo ocupado. É um local bem aconchegante, remetendo a um bistrô francês com muitas referências aos grandes nomes do jazz. Peca pelo pouquíssimo espaço entre as mesas, ou seja, nada de conversas muito pessoais ou confidenciais, com o risco de o vizinho de mesa ouvir tudo. Fui obrigada a fazer malabarismos, encolher a barriga, colocar o bumbum para dentro só para conseguir passar entre as mesas.
A água em jarra é cortesia. Eu acho bárbaro que esta prática está sendo aos poucos adotada por alguns restaurantes aqui em SP. O couvert (R$5) é bem simples: pão fresco e manteiga.
O cardápio é enxuto. Prefiro assim, pois eu costumo ser muito indecisa na hora de escolher o que comer. Mas mesmo com poucas opções no cardápio, fiquei em dúvida entre alguns pratos. Moule et Frites foi o prato que primeiro me saltou aos olhos. Há também uma lousa com os pratos do dia. Como eu poderia deixar de pedir a sopa de cebola?
A Myrian e eu decidimos dividir a sopa (R$18), apenas para prová-la. Moule et Frites ficou para outro dia e pedi o hachis parmentier (R$25 - rabada desfiada com purê de batatas, coberto com migalhas de pão e gratinado), porque ando louca por rabada. A Myrian escolheu a brandade de bacalhau (R$30 - bacalhau desfiado coberto com purê de batatas gratinado). Ambos acompanham uma pequena salada de folhas.
A sopa estava muito boa. Cremosa e saborosa, com queijo gratinado e uma fatia de pão mergulhado. Cheguei a pensar que eu poderia ter pedido apenas uma sopa em vez do prato.
Coincidentemente o hachis parmentier e a brandade de bacalhau eram bem semelhantes: pareciam um escondidinho. O de bacalhau era mais suave, já o de rabada era um pouco mais pesado e untuoso. O hachis é bem gostoso até a metade, mas depois passa a ser um pouco enjoativo.
Enquanto comia meu prato, um cheiro delicioso de curry se espalhou no restaurante. Olhei em volta tentando descobrir de onde vinha o cheiro, mas não consegui. Depois fiquei sabendo que o moule et frites tem um toque de curry… Eu deveria ter pedido o moule…
Achava que o Le Jazz era mais caro, como todos os franceses. Mas depois fui pesquisar um pouco sobre o restaurante e fiquei sabendo que a proposta é mesmo ter preços mais acessíveis. Talvez por esse motivo ouvi dizer que a casa sempre lota e é bom fazer reserva.
Valeu pela sopa de cebola e pelo ambiente (bem bistrozinho, com mesas próximas à janela, que dá direto para a calçada). Volto aqui para falar quando eu for lá provar o moule et frites, que me deixou curiosa, bem curiosa.
5 comentários:
Nossa, me deu até água na boca, tbm ADORO comer!!
Bjinhos!!
Nao tem foto da sopa de cebola? Pela descricao, parece bem correto e apetitoso. Fiquei com vontade de conhecer esse restaurante agora.
Oi, Georgia!
Até que gostei de lá... O ambiente é bem legal, bem europeu. Fiquei curiosa para provar outros pratos!
Beijos!!!
Oi, Tonhão.
Não, a sopa estava cheirando tão bem, que fui logo atacando e esqueci de fotografá-la.
Podemos ir lá um dia no almoço. É só combinar!
Olá Yumi,
Já passei algumas vezes na frente do Le Jazz e também ouvia algumas recomendações boas mas nunca parei...
Sempre acabo achando que vou sair com fome se comer em restaurante francês...rs...
Bjo,
Carlos
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