Como percorremos todo o sul da Islândia, até a região de Vatnajökull (a maior geleira da Europa), ficamos em cidadezinhas minúsculas e vazias… Os hotéis ficavam, literalmente, no meio do nada…
Nesses lugares, a única opção de restaurante era o próprio hotel. Se não quiséssemos comer no restaurante do hotel, era necessário pegar o carro e dirigir por quilômetros até uma loja de conveniência na beira da estrada para comer uma pizza congelada. Optamos, é claro, pela comida do hotel, que não deixou nada a desejar. Os ingredientes eram sempre muito frescos e os pratos bem preparados.
Ficamos num hotel chique em Hella, que dizem ser um dos melhores lugares para se ver a aurora boreal. O restaurante era bem refinado. O cardápio era bem curto e sempre havia cerca de 3 "peixes do dia" (catch of the day).
Em um dos dias que comemos nesse hotel, chef ofereceu, como cortesia, um pastrami de puffin. O puffin é uma ave típica da Islândia. O nome em português é papagaio-do-mar. Para mim, o puffin parece o cruzamento entre um papagaio e um pingüim. Um bicho bem bonitinho, aliás. Essa ave vive no mar e come peixes, e isso reflete no sabor de sua carne.
O pastrami era levemente defumado e o meio era cru. Foi servido com uma salada de folhas, pistaches e um molho de amoras. As pessoas tendem a falar que qualquer carne diferente tem gosto de frango. Mas apesar de o puffin ser uma ave, não me pareceu nada parecido com o frango. Na verdade, nunca comi pastrami de frango, mas, pelo menos, não tinha aquele cheiro e sabor característicos. Eu gostei. Mas costumo gostar de tudo o que tem sabor defumado…
Quando fui escrever este post, descobri que eu não anotei o nome dos peixes que comi… Uma pena. Mas sei que eram peixes da região (bacalhau, haddock, ling, monk fish etc). Todos peixes de carne branca.
Pedi um peixe na manteiga acompanhado de erva doce, lagosta desfiada, cogumelos e purê de batatas. O peixe estava bem fresco, macio e úmido. A melhor parte era a pele: crocante e saborosa. Tem gente que não gosta de comer a pele do peixe. Eu adoro, mas tem que ser bem feitinha, senão é terrível.
No dia seguinte, pedi outro peixe (talvez algo parecido com um bacalhau). Esse peixe vinha com uma crostinha de pistache, algas e outras coisas não identificadas. Era um prato de sabor bem delicado. O peixe fresco e bem preparado, como sempre.
Em outro hotel, mais ao sul, resolvi pedir o carneiro, uma carne bastante apreciada na Islândia. O carneiro vinha com batatas, repolho e vegetais. Não estou muito acostumada à carne de carneiro. Acho um pouco forte. Mas ultimamente venho, aos poucos, acostumando-me e até gostando! Ainda bem, pois esse foi, sem dúvida, o melhor carneiro que provei até hoje. Extremamente macio, sabor beeemm suave e bem suculento. Acho que depois desse carneiro, eu posso dizer "sim, eu gosto de carneiro!".
Minha amiga Myrian, que viajou comigo, em vez de pedir o carneiro (segundo ela "carne à noite cai mal") pediu o peixe - arctic char, se não me engano. Para mim, o peixe parecia uma mistura de truta com salmão. Não gostei muito. Na verdade, não estava ruim, mas estava sem graça… Talvez tenha sido ofuscado pelo meu carneiro….
Enfim. Moral da história: na Islândia, prefira sempre os peixes de carne branca e o carneiro. Difícil de errar.
Gostei do peixe com a crosta de pistache. Não sou muito chegado em carneiro...pelo menos os que eu experimentei até agora não agradaram muito...rs...
ResponderExcluirAcho que os peixes são as melhores opções pois não tem erro, não é mesmo? Até agora foram boas sugestões...
Bjo,
Carlos
Interessante o pastrami de puffin. Quando penso em pastrami, maldita seja a razão, me lembro do Joey de Friends. Enfim, voltando ao assunto, muito legal os seus posts sobre Iceland... dá até vontade de conhecer. A foto mais apetitosa foi o peixe com pele e o que parece ser mini tentáculos de polvo (ou cebola roxa) mas, segundo a sua descrição, deve ser mesmo a lagosta desfiada e eu que estou precisando consultar um oftalmologista. Poste mais, estamos esperando para ler =)
ResponderExcluirOi, Carlos!!!
ResponderExcluirOs peixes lá são realmente ótimos. E o carneiro também! Acho que você tem que ir para a Islândia para aprender a apreciar carneiro... Hehehe... Vou falar pra Denise te acompanhar na viagem!
Bjos!
Oi, Antonio!!!
ResponderExcluirAhahah! Pastrami com Joey Tribiani? Ele era meu personagem favorito!
A lagosta desfiada é aquela meio amarelada no canto esquerdo do prato. Essa coisa roxa, que parece cebola e tentáculos de lula, é a erva doce. Muito boa, aliás.
Bjs!
alem da culinaria, o q tem pra se fazer na islandia? viu o êia-fiétlar-yogut?! ñ tinha carne d foca, nem d leão marinho?!
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