domingo, 9 de setembro de 2012

Madero Burguer e Grill - Curitiba


Madero Burguer e Grill


Ousadia. Foi isso que pensei quando vi um restaurante em Curitiba com um letreiro dourado na fachada escrito "the best burger in the world" (o melhor hambúrguer do mundo). Confesso que também fiquei curiosa, afinal, tem tantos hambúrgueres bons por aí e com base em que esse título foi dado?

A pessoa por trás dessa ousadia é o Chef Junior Durski, aparentemente muito conhecido por lá, e que comanda diversos restaurantes, como o Madero Burger e Grill, Madero Prime Steakhouse e o Durski. Recentemente vi diversos cartazes e outdoors espalhados pela cidade com a foto do Chef Durski, anunciando a abertura de novas unidades do Madero.

A curiosidade (e incredulidade) me levaram a provar o tal do melhor burger do mundo. Entrei no restaurante pensando: D-U-V-I-D-O.

Após uma rápida olhada no cardápio, nenhum prato me surpreendeu. Tudo bem comum, pratos que eu encontraria facilmente em SP. O que me surpreendeu foi o marketing em cima do nome e da imagem do chef. Achei um pouco excessiva, porque nunca tinha visto nada igual. Além dos cartazes pela cidade, o restaurante também está repleto de indícios narcisistas do chef Durski: foto dele no cardápio e no papel sobre a mesa – parece que ele nos observa enquanto comemos. Não usei o banheiro, mas não duvido que tenha foto dele lá...

Pedi o cheeseburguer, claro. Pedi também o palmito assado (R$25,90) que vi numa outra mesa e me pareceu apetitoso (e realmente estava, pena que não rende nada). O hambúrguer, de 130 gramas, é uma mistura de fraldinha, bife de chorizo e picanha, grelhado em uma churrasqueira com lenha pré-queimada. Vem num pão francês redondo  feito no proprio restaurante, com queijo cheddar, alface-americana e tomate.


O cheeseburger pode ser servido com 1, 2 ou 3 hambúrgueres. A versão júnior, que vem com um hambúrguer, custa R$ 15,90 e acompanha batata frita fininha e crocante. Com 2 hambúrgueres fica R$ 21,90 e com 3, R$ 25,90.


O hambúrguer é bom. Diria que é acima da média, mas não é excepcional. O que mais me agradou foi o sabor de grelha, de brasa na carne. A carne do hambúrguer é de boa qualidade. Gostei do pão, que é crocante e fresco. As batatas ganham um ponto positivo por não serem McCain, mas poderiam ser feitas com mais cuidado para não ficarem esturricadas/encharcadas. O queijo cheddar, que no cardápio é chamado de "queijo cheddar de boa qualidade", parece o queijo do Mc Donald's.

De resto, não há nada para ser considerado o melhor do mundo. Já comi melhores, mas já comi muitos piores. Se eu voltaria para comer o hambúrguer novamente? Claro, já comi mais de uma vez e acho o custo-benefício ótimo (ainda mais se compararmos com os preços de São Paulo), além de ter um ambiente legal (fui nas unidades da Praça Espanha e da R. Comendador Araújo).

Fiquei com uma dúvida com relação ao ketchup, em que está escrito “produzido artesanalmente pelo chef”. Achei que ele realmente fizesse o ketchup, mas ao ler os ingredientes, vi algo assim: ketchup e temperos. Pelo sabor, passei a desconfiar que um ketchup industrializado é apenas re-temperado e re-envasado… Será?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Le Pain Quotidien em São Paulo


Oi? Tem alguém aí? O YumiNaMesa está quase fazendo parte das estatísticas de blogs abandonados... Depois de tanto tempo, não sei nem se alguém vai ler este post. Mas tudo bem, eu sei que tenho alguns amigos que sempre vão ler o que eu escrevo (haha, valeu pessoal!).

Ultimamente tenho sentido na pele o tal paradoxo da riqueza x tempo: quando se tem tempo para fazer as coisas, não temos dinheiro; quando temos o dinheiro, não temos mais tempo. No meu caso, acho que nem é tão paradoxal assim, porque eu não tenho tempo e nem tenho tanto dinheiro assim... Hahaha.

Falando em dinheiro, finalmente fui ao tão esperado Le Pain Quotidien. Por que eu fiz o gancho com dinheiro? Porque lá é caro, oras. Na verdade, está na faixa de preço de tudo em São Paulo: muitos cifrõezinhos.

Já escrevi sobre o LPQ aquiAdoro o conceito, o ambiente, os "spreads" (tipo Nutella, só que melhor, acredita?) e, sobretudo, o waffle deles. É, sem dúvidas, o melhor waffle que já comi.

Resolvi esperar um pouco para conhecer o LPQ daqui. Sabe como é restaurante recém aberto, né? O atendimento ainda está sendo ajustado, às vezes faltam alguns itens do cardápio... Resumindo: a estreia é sempre bagunçada.

Enfim, adivinhem o que eu pedi? O Belgian Sugar Waffle. Adivinhem qual foi a resposta? Não tem. Não é que tinha acabado naquele dia, é que não tem no cardápio mesmo! Como assim? É, não sei... Não sei por que, mas adoraria descobrir.

Vai aqui uma foto do tal Belgian Sugar Waffle só para causar um pouco de frustração em vocês também.


sábado, 26 de maio de 2012

Empada Original - Curitiba


Empada Original
Rua Fernando Moreira, 821 - Centro, Curitiba
Tel: (41) 3233-3225
Seg a sex das11h às 19h30, sab das 11h às 17h
Não aceita cartões, apenas dinheiro.

Ultimamente tenho ido muito a Curitiba. Cansada dos preços abusivos e das filas nos restaurantes de São Paulo, estou adorando conhecer essas terras «inexploradas».

A caminho de um supermercado, o Zé e eu passamos por uma rua cheia de chorões (chorão a árvore, claro). Do outro lado da rua, o Zé viu entre os galhos dos chorões uma pequena casa com uma placa: Empada Original.

Empada Original? Eu disse a ele que havia lido sobre essa empada e lembrava ter algo a ver com uma velhinha de cabelos brancos e receita secreta. "É famosa!" - afirmei. Seu olhos imediatamente brilharam. "Passamos na volta. Vamos caminhar mais um pouco para abrir o apetite..." - falei, cortando o barato dele.

Salão minúsculo com apenas 3 mesinhas, toalhas coloridas, cristaleira e um balcão de alvenaria. Em cima do balcão estão as empadas e os doces. Uma senhorinha nos atendeu, dizendo que das empadas, só sobraram as de palmito. Descobri mais tarde, que a senhorinha era Dona Thereza, que detém o segredo da massa da empada.

A empadinha (R$3) é diferente de todas as empadas qu já comi. A massa tem uma textura entre a massa podre e a massa folheada. Inexplicável, mas deliciosa. O recheiro é caprichado, com pedaços de palmito de boa qualidade (nada de água de palmito engrossado com farinha, coisa comum em outros lugares). Nas mesas há um molhinho de pimentões, que combinam bem com a empada.

Desta vez não comemos os doces. As queijadinhas e o bolo de chocolate, que acenavam para mim do balcão, ficaram para a próxima visita.

Foi uma das melhores surpresas de Curitiba. Recomendo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Lamen House - Curitiba


Lamen House
Rua Petit Carneiro, 292 – Água Verde, Curitiba



Adoro lámen. Odeio filas.

Ultimamente está difícil conciliar as duas coisas nos meus lámen-yá preferidos de São Paulo. Das últimas vezes que tentei ir ao Aska ou ao Kazu, desisti ao ver pessoas aglomeradas na porta aguardando uma mesa.

A boa notícia é que eu encontrei um lugar tão bom quanto esses e, o melhor de tudo, sem filas! A má notícia (pelo menos para os paulistanos) é que o restaurante fica em Curitiba.

O Lamen House não tem o ambiente do Aska e do Kazu, com o balcão e a cozinha à vista, mas fica em uma casa simpática num salão confortável. Havia apenas uma moça servindo as mesas, mas mesmo sendo sábado à noite, o movimento estava tranqüilo e ela estava dando conta.

O cardápio não se restringe ao lámen. Inclui também acompanhamentos, teishoku (combinados) e karê-raisu (curry rice).

O shoyu-lámen sai R$16 e a versão com verdura (yassai) extra, R$20. O caldo é mais suave que do Kazu, lembrando bastante o Aska. A porção de guioza (R$9) também estava boa e bem parecida com a do Kazu. O chá é à vontade e cada um se serve direto da garrafa térmica.




O dono, de vez em quando, saía da cozinha para ajudar a servir alguns pratos. O forte sotaque denuncia que é um japonês "original". Isso, com certeza, ajuda a garantir o sabor tradicional e a qualidade dos pratos.

A próxima visita a Curitiba incluirá uma passadinha no Lamen House. Mas terei que provar os outros pratos.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Pote do Rei

O Pote do Rei
R. Joaquim Antunes, 224
Tel.: (11) 3068-9888

Depois do Le Jazz, combinei outro almoço com minha amiga Myrian. Ela conheceu O Pote do Rei no último Restaurant Week e gostou tanto que quis voltar. Ela levou junto dois colegas do trabalho: a Didi (super simpática) e o Borges (para descrevê-lo, eu precisaria escrever um post só para ele… Mas ele não merece tanto).

O local chama bastante atenção por causa da fachada cor de rosa, bem exagerada. Cheguei um pouco antes do horário combinado e aguardei sentada num banco em frente ao restaurante, junto a um "canteirinho" de ervas que exalava um cheiro agradabilíssimo.

A decoração do interior do restaurante é bem mais suave e tranqüila, com mesas bem espaçadas. Há um ambiente interno mais sofisticado e um ambiente externo, mais casual e com bastante iluminação natural.

Nesse restaurante são servidos pratos executivos, que saem por R$39 e incluem entrada, prato principal e sobremesa. Cada dia da semana homenageia um país do Mediterrâneo (Marrocos, Grécia, Espanha, França, Itália e Portugal). Na sexta-feira os pratos eram inspirados em Portugal.

As opções do dia eram:

Entrada
- mix de folhas com tomate cereja e crocante de focaccia ao vinagrete de limão siciliano;
- bouquet de folhas ao vinagrete de mostarda e ervas com lascas de grana padano.

Prato Principal
- bacalhau com natas;
- espetada madeirense de fila mignon com açorda de leite e grão de bico.

Sobremesa
- sorvete de coco com calda de ovos moles e crocante de coco queimado;
- fatias de abacaxi.

De entrada escolhi o bouquet de folhas ao vinagrete de mostarda. Como todos da mesa pediram o bacalhau, preferi experimentar a espetada madeirense. O Borges disse que no dia que ele abrir um restaurante, ele servirá um prato chamado "espetada do Borjão". Claro que eu vou passar longe dessa espetada, né?

O couvert (não me lembro do preço) era uma tentação. Os pães eram bem frescos e ficavam ótimos apenas com azeite ou com manteiga. Quase nos entupimos de pães, mas paramos antes que não sobrasse mais espaço para os pratos.


O bouquet de folhas não tinha nada de diferente, mas as lascas de queijo grana padano deixavam a salada um pouquinho mais interessante. Talvez a outra salada fosse melhor por causa do crocante de focaccia.



A carne da espetada estava macia e ao ponto. O sabor da carne estava bem suave. Achei um pouco difícil de cortá-la e a primeira impressão que tive era de que a carne estava dura, mas depois notei que era a faca que não cortava bem. Não me perguntem o que é açorda, mas o que estava no meu prato parecia um purê bem cremoso de grão de bico.


Provei o bacalhau, que estava realmente bom. O bacalhau vem bem desfiadinho, misturado com batata, se não me engano. Mas percebi que algumas pequenas espinhas atrapalhavam um pouco na hora de comer. O Borges, vulgo Borjão, pedia licença para "afogar o bacalhau" dele no azeite. Ainda bem que era bacalhau… E bacalhau sempre combina com azeite.


De sobremesa provei o sorvete de coco com calda de ovos moles. O sorvete de coco ficou ótimo com o crocante de coco queimado, mas não gostei  da calda de ovos moles, que estava com um gosto muito forte de gema. Não que a calda estivesse ruim, mas eu não gosto daquele sabor característico da gema, muito menos na minha sobremesa.


O abacaxi estava bem azedo, mas tudo bem, pois quem pediu foi o Borges. E depois de tirar sarro de mim o almoço inteiro, ele mereceu.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Casa Garcia

Casa Garcia
Rua Luís Coelho, 128, Cerqueira César
Tel.: (11) 3805-0457 / 3805-0875

Esta indicação foi do Zé Luis. Boa indicação, aliás. Na verdade, foi um colega dele que falou desta pequena mercearia/empório na Luís Coelho, quase esquina com a Augusta.

Aproveitamos hoje, que eu estava tranquila, e fomos comer um sanduíche de jamón (presunto cru) nessa mercearia. Eu achei que fosse um bar ou um restaurante. Acho que não prestei muita atenção quando Zé descreveu o lugar. Sei que o ouvi falar a palavra "jamón", o que foi suficiente para atiçar minha curiosidade. Além disso, perguntei se a indicação tinha sido de alguém que entendia de comida e ele disse que sim. Ótimo. Precisávamos conhecer.

O local é uma mercearia mesmo, com diversos produtos em prateleiras e um balcão de frios. É nesse balcão que fazemos o pedido dos sanduíches. Há uma listinha com os preços pregada ao balcão. Escolhemos os frios (presunto, jamón, peito de peru…) e o queijo (prato, ementhal, branco, brie…), que vem em pão francês. Se quisermos pão integral, adiciona-se R$2 e com patê também adiciona-se R$2. (acho, pois não me lembro bem dos preços)



Dá para comer em pé no local, no balcão de frios. A casa é movimentada, com um entra e sai de pessoas que trabalham por lá (desde engravatados e moças de social até pessoas como eu, que vão de curiosa), mas não é desconfortável ficar lá de pé no cantinho.

Pedimos um sanduíche de jamón com queijo ementhal no pão francês (R$10) para cada (era o mais caro, se não me engano). Bom, não preciso nem falar que estava ótimo, né? O recheio e generoso sem ser exagerado e o jamón não tem tanta gordura.



Não satisfeitos, dividimos outro sanduíche, desta vez de presunto royale com brie no pão integral. O dono, um espanhol muito engraçado, disse que o sanduíche ficaria seco e sugeriu acrescentar patê de azeitonas, ou melhor, patê de "aceitunas" (falem isso com um sotaque espanhol carregado).


O sanduíche de presunto estava bom, mas o de jamón estava bem melhor. Eu gostei do patê de azeitonas, mas o Zé preferia sem o patê, que para ele roubava o sabor do presunto e do brie. Pode ser… Talvez o pedaço que ele pegou (o maior) estivesse com mais patê que o meu.

Quando pedimos os sanduíches, reparamos em um pavê com uma cara muito boa (muito boa mesmo). O Zé notou que havia vários pavês imensos e deduziu que havia muita saída para esse doce. Enquanto comíamos os sanduíches, percebemos que muita gente estava entrando e pedindo apenas um pedaço de pavê para comer na hora. Claro que eu tinha que prová-lo!


A primeira mordida foi um pouco decepcionante. Não gosto de doce de leite e o pavê era coberto de doce de leite… Mas a textura estava muito boa, então resolvi insistir. A segunda mordida pude perceber que o doce de leite não estava estragando o pavê. Muito pelo contrário: dava um toque especial. Na terceira mordida, vi que o doce de leite era muito bom, parecia com doce de leite argentino (ok, de doce de leite argentino eu gosto…). O pavê não era muito doce (o que se espera de algo com doce de leite). Era bem equilibrado. Não sei descrevê-lo, mas foi um dos melhores pavês que já comi.

Na hora de ir embora, fiz o Zé perguntar qual era o doce de leite do pavê (em espanhol, para fazer graça). A resposta do Seu García: "el dulce de leche sólo sabe quien lo hace!".

Mas ele deu a dica: é doce de leite brasileiro.

sábado, 28 de maio de 2011

Neuhaus

Neuhaus
Loja Shopping Iguatemi
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 – Piso Faria Lima
Tel.: (11) 3815-8831

Outro dia dei uma passadinha no shopping Iguatemi. Dei uma rápida olhada nas vitrines (rápida mesmo, para não correr o risco de me apaixonar por um Louboutin ou por alguma outra coisa com um preço proibitivo), mas percorri os corredores com passos firmes até a loja que me fez entrar nesse shopping: a Neuhaus.

Na Neuhaus fui direto pedindo o bombom meu favorito, o 1857. O número é uma referência ao ano de fundação da Neuhaus na Bélgica.  O 1857 é um chocolate ao leite recheado de praliné de speculoos, que é um biscoitinho típico belga (holandês, alemão e francês também…) de especiarias, que é consumido na época de Natal (mais especificamente no dia de São Nicolau).

Adoro o 1857, pois tem um recheio levemente crocante, por causa dos discretos pedacinhos de speculoos. Além disso, o Spekulatius (versão alemã do speculoos) foi o primeiro biscoitinho que aprendi a fazer sozinha e me lembra muito a infância e os aromas do Natal… Fica bem gostoso acompanhado de uma xícara de chá.


Descobri o 1857 recentemente, pois ganhei uma caixa (o ballotin) com chocolates sortidos de presente de aniversário do meu irmão. O ballotin continha cerca de 42 chocolates e comi quase - quase - tudo sozinha (mas veio só um único 1857 em toda a caixa). Foi, certamente, um dos presentes de aniversário que mais gostei, ainda mais sabendo que uma caixa dessas custa bem caro… Na loja do Iguatemi cada unidade do 1857 sai, se não me engano, R$4,45. Se você quiser levar os chocolates em uma caixinha com 4 unidades, o preço já pula para R$29 (ou seja, mais de R$7 cada unidade!)…

Para quem não conhece a história da Neuhaus, a loja começou com um farmacêutico suíço, Jean Neuhaus, que se instalou na Bélgica em 1857. Ele abriu uma "confeitaria farmacêutica", que vendia balas para tosse, alcaçuz e barras de chocolate amargo feitas no local. O chocolate era utilizado também para envolver pílulas e deixar os medicamentos "menos ruim". O filho de Neuhaus aprendeu técnicas de confeitaria e a "confeitaria farmacêutica" logo se tornaria uma refinada chocolateira.

Em 1912, o neto do Jean Neuhaus inventou o primeiro chocolate recheado, ao qual deu o nome de praliné. (Obrigada, Neuhaus Jr!). Logo depois, a esposa dele criou uma caixa para transportar os pralinés, já que os sacos de papel acabavam amassando os delicados chocolates. Essa caixa era o tal do ballotin. Hoje o ballotin é sinônimo de uma luxuosa embalagem de presente para os chocolates Neuhaus.

A Neuhaus é uma das referências de chocolates de alta qualidade. Os ingredientes são selecionados (leite da Escócia, cacau de procedência, amêndoas portuguesas, avelãs do Piemonte…) e o processo de produção, transporte e armazenamento é rigoroso. Li que os chocolates chegam ao Brasil semanalmente e são transportados a exatos 18 graus. (Por isso fiquei muito brava quando alguém desavisadamente deixou meu ballotin em cima do forno de micro-ondas!!!)

Enfim, é um dos meus chocolates favoritos… e o provável culpado pelas espinhas que andaram surgindo no meu rosto...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Le Jazz

Le Jazz
Rua dos Pinheiros, 254
Tel: (11) 2359-8141


Depois de um tenebroso resfriado (com direito a dor de cabeça incessante e garganta infeccionada, que desconfio ter sido curada à base de sorvete de chocolate belga, de pistache e de nocciola do Bacio di Latte), minha disposição para comer fora voltou.

Tinha prometido almoçar com minha amiga Myrian, que trabalha em Pinheiros. Naquela região existem vários restaurantes interessantes. Ela já havia visitado muitos deles, mas nunca o Le Jazz. Não queria fazê-la repetir restaurante e o Le Jazz parecia ser uma opção legal.

Nunca tinha me interessado por esse restaurante, então não sabia muito sobre ele. Melhor, porque assim não criei expectativa.

Cheguei um pouco antes do combinado e o restaurante ainda estava abrindo, mas logo seu pequeno salão foi sendo ocupado. É um local bem aconchegante, remetendo a um bistrô francês com muitas referências aos grandes nomes do jazz. Peca pelo pouquíssimo espaço entre as mesas, ou seja, nada de conversas muito pessoais ou confidenciais, com o risco de o vizinho de mesa ouvir tudo. Fui obrigada a fazer malabarismos, encolher a barriga, colocar o bumbum para dentro só para conseguir passar entre as mesas.

A água em jarra é cortesia. Eu acho bárbaro que esta prática está sendo aos poucos adotada por alguns restaurantes aqui em SP. O couvert (R$5) é bem simples: pão fresco e manteiga.

O cardápio é enxuto. Prefiro assim, pois eu costumo ser muito indecisa na hora de escolher o que comer. Mas mesmo com poucas opções no cardápio, fiquei em dúvida entre alguns pratos. Moule et Frites foi o prato que primeiro me saltou aos olhos. Há também uma lousa com os pratos do dia. Como eu poderia deixar de pedir a sopa de cebola?

A Myrian e eu decidimos dividir a sopa (R$18), apenas para prová-la. Moule et Frites ficou para outro dia e pedi o hachis parmentier (R$25 - rabada desfiada com purê de batatas, coberto com migalhas de pão e gratinado), porque ando louca por rabada. A Myrian escolheu a brandade de bacalhau (R$30 - bacalhau desfiado coberto com purê de batatas gratinado). Ambos acompanham uma pequena salada de folhas.

A sopa estava muito boa. Cremosa e saborosa, com queijo gratinado e uma fatia de pão mergulhado. Cheguei a pensar que eu poderia ter pedido apenas uma sopa em vez do prato.



Coincidentemente o hachis parmentier e a brandade de bacalhau eram bem semelhantes: pareciam um escondidinho. O de bacalhau era mais suave, já o de rabada era um pouco mais pesado e untuoso. O hachis é bem gostoso até a metade, mas depois passa a ser um pouco enjoativo.

Enquanto comia meu prato, um cheiro delicioso de curry se espalhou no restaurante. Olhei em volta tentando descobrir de onde vinha o cheiro, mas não consegui. Depois fiquei sabendo que o moule et frites tem um toque de curry… Eu deveria ter pedido o moule

Achava que o Le Jazz era mais caro, como todos os franceses. Mas depois fui pesquisar um pouco sobre o restaurante e fiquei sabendo que a proposta é mesmo ter preços mais acessíveis. Talvez por esse motivo ouvi dizer que a casa sempre lota e é bom fazer reserva.

Valeu pela sopa de cebola e pelo ambiente (bem bistrozinho, com mesas próximas à janela, que dá direto para a calçada). Volto aqui para falar quando eu for lá provar o moule et frites, que me deixou curiosa, bem curiosa.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Essência

O YumiNaMesa não costuma sair do foco. Este é um blog que fala sobre restaurantes, comidas e, de vez em quando, bebidas.

Mas hoje vim aqui dar meu apoio aos meus colegas biólogos, que fizeram um vídeo de animação fantástico cujo tema é a água. (Se bem que eu não estaria fugindo muito do foco do blog, se eu considerar que a água é uma bebida, né?)

Enfim, o vídeo "Essência" está participando do “I Concurso Nacional de Animação para Internet - CCBB” - “Água em Movimento” promovido pelo Anima Mundi e patrocinado pelo BB. Este ano a proposta é promover a "conscientização e mudanças de atitude na busca de soluções para uso sustentável da água".



Se vocês gostaram, ajudem a divulgá-lo!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Skapino


Skapino
Rua Guihei Vatanabe, 289
Tel: (11) 3722-5277

Quem me conhece sabe que eu tenho um pequeno "estoque" de queijo brie na geladeira. Acho que posso afirmar que o brie é meu queijo favorito. Nunca vou enjoar.

Há alguns anos fiz uma dieta com uma nutricionista, que me proibiu de comer o meu adorado brie. Como disse aos meus amigos naquela época, "foi aí que percebi meu grande erro: consultar uma nutricionista".

Perto de casa há um simpático restaurante, o Skapino, que serve uma salada com crostinis de queijo brie com mel (salivo só de me lembrar dos crostinis). Das últimas 4 ou 5 vezes que fui a esse restaurante, acabei pedindo a mesma salada.

Não que a salada seja uma obra prima, mas ela tem tudo o que eu gosto: alface, lascas de parmesão, nozes, uva passa, abacaxi, frango defumado e os famigerados crostinis de queijo brie com mel. Melhor de tudo é que eu me engano muito bem, achando que sou uma pessoa light e saudável, que pede apenas uma "saladinha" no restaurante. (Olha só, dona Nutricionista, a senhora vai me repreender por pedir uma saladinha?)


Os pratos nesse restaurante tem nomes engraçados. A minha salada se chama Rebelde. É… Não sei o motivo de terem colocado esse nome numa saladinha tão inofensiva. Bom, melhor que a tal da salada Despudorada, que o gnocchi Atrevido, que o frango Assombroso, que o filé Pé na Jaca ou do que o crepe Larica…

"Garçom, hoje vou de Pé na Jaca!"

"Garçom, o frango Assombroso é gostoso?"

"Garçom, traz uma Larica de sobremesa!"

O Zé viu a minha salada e achou que estava muito "light" para o apetite dele… Ele resolveu pedir um risoto:
- Garçom, quero um risoto Inconfundível.
- Qual?
- Aquele com filé mignon e cogumelos Paris ao molho roti com peso de rúcula e castanha do Pará…
- Ah, tá… É que eu me confundi…


Bom, em relação à comida, ela é gostosinha. Nada excepcional, mas bem feita. A salada é suficiente para saciar (eu, para ser sincera, nunca consigo comer uma salada inteira sozinha). Só acho que o frango defumado poderia ser melhor. O risoto veio no ponto correto e estava saboroso.

O que me incomoda é o preço. Acho que andou aumentando um pouco ultimamente. A salada sai R$28,40 e o risoto, R$37,50. A porção do risoto nem é tão grande. Sorte do Zé que sobrou um pouco da minha salada, senão ele teria saído de lá com um pouco de fome…

sábado, 14 de maio de 2011

Everest

Resturante Everest
R. Hugo Carotini, 499 – Pq. Previdência
(altura km 11,5 da Raposo Tavares)
Tel.: 3721-7025

Já falei sobre o Everest aqui. Mas decidi escrever de novo sobre ele, porque o frio está chegando e eu me lembrei de um prato que eu adoro comer quando as temperaturas caem aqui em SP: a sopa de vinagre e pimenta.

O Everest é um restaurante familiar, pequeno e simples. Bem simples, aliás. Mas bem mais limpinho e arrumado que os restaurantes da Liberdade. Os donos estão sempre presentes, garantindo a qualidade dos pratos servidos. Os donos, aliás, são muito simpáticos, apesar de falarem o português com muito sotaque. Eles reconhecem toda a minha família e sempre "conversam" conosco. Até um tempinho atrás, não era incomum ver as filhas do casal atendendo as mesas. Elas também, muito muito simpáticas.

O cardápio é básico (e sem erros de português): entradas, sopas, carne, peixe, frango, porco, massas e sobremesas. As porções são bem servidas. Nos meus cálculos, um prato e um arroz são suficientes para satisfazer 3 pessoas. Mas o legal é ir a um restaurante chinês em grupos de pelo menos 6 pessoas, para poder pedir uma variedade maior de pratos.

Como estávamos em 3 (meus pais e eu), decidimos pedir apenas uma sopa de vinagre e pimenta pequena (R$24 a pequena e R$27 a grande) e uma porção de wan tan cozido (R$16 a porção com 12 unidades, R$12 a porção com 8).

A sopa de vinagre e pimenta, como eu disse, é ótima para tomar em dias frios, pois ela esquenta o corpo. O vinagre assusta muita gente, mas ele é suave e dá aquele leve azedinho característico da sopa. A sopa é leve, mas ao mesmo tempo é rica o suficiente para saciar. Leva caldo de frango, harussame (macarrão transparente de arroz), frango, presunto, ovo, cenoura, bambu, cebolinha e, claro, vinagre e pimenta. O caldo é um pouco denso, por causa do amido de milho, mas é acetinado e envolve todos os ingredientes. É uma sopa simples, mas minha sopa favorita. Sempre acabo queimando a língua, pois insisto em tomá-la ainda fumegante. (Ah, e a sopa pequena é grandinha... Se forem pedir outros pratos, uma sopa pequena serve, no mínimo 4 pessoas.)


Já provei a sopa de vinagre e pimenta em diversos outros restaurantes chineses, mas sempre prefiro a do Everest. Para mim, é a mais suave e equilibrada. E sempre está igual, inverno após inverno. Qualidade constante. Gosto de outras sopas chinesas, com caldos mais ricos e complexos, com wan tan, com frutos do mar, com os mais diversos ingredientes, mas a de vinagre e pimenta já virou um comfort food para mim e minha família. Até meus irmãos, que torcem o nariz para sopas, gostam dela…

Normalmente pedimos o wan tan frito. Para falar a verdade, eu prefiro o cozido, mas quem faz o pedido geralmente é meu pai, que nunca resiste a uma friturinha e não leva muito em consideração a minha opinião sobre frituras. Desta vez eu fiz uma votação e o wan tan cozido ganhou por 2 votos a um.



O wan tan cozido é bem delicado, tanto na textura, quanto no sabor. A massa que o envolve se rasga com facilidade, então é um pouco difícil de comer. O wan tan é servido com um molho a base de shoyu, vinagre, cebolinha e umas gotinhas de óleo de gergelim. Para muitos, é um prato "sem graça". Quem quiser mais emoção, peça o wan tan frito.

Ultimamente quem atende as mesas é uma mocinha não muito atenciosa… Uma pena, pois sempre gostei muito do atendimento do Everest… Espero que percebam logo que a moça não anda muito animada com a função e façam alguma coisa. De qualquer forma, acho que o preço é justo para a qualidade e o tamanho das porções. Se você tiver sorte, pode ir num dia em que o próprio dono está na cozinha pilotando os fogões. Aí os pratos saem muito mais caprichados!