sábado, 21 de novembro de 2009

Coxinha do Frangó

Frangó Bar
Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó, 168
Freguesia do Ó, São Paulo
Tel.: 11 3932-4818
http://www.frangobar.com.br/


Quem me conhece sabe que sou fissurada por coxinha. Ninguém acreditava que eu nunca tinha provado a coxinha do Frangó. Diziam que ela era uma das melhores de São Paulo. Só que o grande inconveniente para mim é a localização (motivo pelo qual nunca tinha comido a tal coxinha). Loooonge pra burro!


Mas o Zé Luis e eu aproveitamos o feriado (ou seja, pouco trânsito) para ir até lá experimentar a famosa coxinha. O caminho até que era fácil (agradeço ao Google Maps pela graça alcançada).

Parecia um barzinho pequeno, mas ao entrar, fomos conduzidos ao fundo, descemos uma escadinha e demos de cara com um salão bem maior. É, pensando bem, não é tão pequenininho assim... Lá embaixo tem uma carinha meio de pub, meia luz, com cartazes de cerveja por todos os lados. Pena que eu não bebo cerveja e o Zé estava dirigindo.


Pedimos, obviamente, uma porção de coxinha (R$18,90 com 10 unidades, mas a coxinha individual sai por R$4,00). Pedimos também um frango grelhado (R$31,00) que estava escrito no cardápio “o que deu origem ao Frangó”.

A coxinha estava boa, com uma casquinha super crocante e sequinha. A massa é bem suave e o recheio, de frango desfiado e catupiry, é farto. O frango desfiado, para minha infelicidade, é temperado com muita pimenta do reino. Não gosto de pimenta do reino, pois predomina e tira o sabor da comida. Outra coisa que não gosto muito é de catupiry. Ok, eu como, mas se puder vir sem, eu agradeço. Bom, pelo menos é catupiry de boa qualidade.


Enfim, o conjunto da obra é bom, mas eu esperava mais. Esperava uma massa mais cremosa e um recheio mais úmido. Mas uma coisa eu tenho que admitir: a casquinha é fantástica. Crocante, crocante. Faz “crec” quando a gente morde. Como disse o Zé, “é um trade-off”, que em economês quer dizer que é uma troca: ou a casquinha é extremamente cremosa, ou ela é extremamente crocante. É difícil (senão impossível) ser cremosa e crocante ao mesmo tempo.



Mesmo não gostando de pimenta do reino e de catupiry, consegui comer 5 coxinhas. Pô, gente, ela é pequenininha e levinha. Comeria mais que 5 fááácil! Pena que eu tive que dividir com o Zé, que não abriu mão da cota dele.

Ah, é. Já estava me esquecendo de falar do frango grelhado. É um frango na brasa, na verdade. Muito saboroso. Um pouco seco, talvez, mas muito saboroso. Li que ele fica marinando por 24 horas antes de ser assado. É bom, mas não sei se justifica os R$31,00.



O atendimento é cortês, mas um pouco demorado. Mas nem culpo os funcionários, pois o bar estava lotado. E quem vai se divertir com os amigos, nem percebe o tempo passar.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Al Árabe

Al Árabe
Rua Artur de Azevedo, 1919
Tel: 11 2533-0474


Estava para ir nesse restaurante há um tempinho. Logo depois que inaugurou, a Myrian disse que tinha um árabe novo e que parecia ser bom. Finalmente, na semana passada, consegui ir lá com a Myrian.

O restaurante estava tranqüilo, então o dono, Jorge, nos deu bastante atenção. O Seu Jorge é, na verdade, mexicano. Mas é de descendência síria e casado com uma síria, a Halla, que comanda a cozinha.

Quando entramos no restaurante, demos de cara com um arroz marroquino que estava sendo servido para outra mesa. A Myrian e eu olhamos e já dissemos: é esse mesmo que vamos pedir!

Ao olhar o cardápio, veio a dúvida. Tudo no cardápio parecia ser bom (a comida árabe é uma das que eu mais gosto), dava vontade de pedir um pouco de tudo para experimentar. Mas como estávamos em 4 pessoas, conseguimos pedir mais pratos e dividir.

Acabamos pedindo o arroz marroquino (R$32, com frango, carne moída, carneiro e pinholes), o fatti (R$32, pão sírio tostado, com cubos de costela e músculo, grão de bico, coberto com coalhada, alho, pinholes e amêndoas; acompanha arroz), um quibe assado (R$7) e esfiha de carne (R$2,50 cada). Para beber, limonada árabe (com um toque de água de rosas).

O tempero da comida no Al Árabe é mais suave do que eu estou habituada, mas isso não deixa de ser um ponto positivo, pois deixa a comida mais leve. O arroz marroquino se beneficia bastante com o tempero suave, pois assim podemos sentir melhor o sabor do carneiro.


A esfiha tem um leve toque de especiarias e a carne é soltinha, diferente das esfihas que costumo comer, que têm um recheio mais úmido, compacto, com pedaços de cebola e tomate. O quibe estava bom também. Muito bem feito.



Mas eu gostei mesmo foi do fatti. A carne estava muito macia e contrastava com o azedinho da coalhada e a cremosidade do grão de bico bem cozidinho. Muito saboroso.


A limonada estava muito boa também. Não sou a maior fã de água de rosas, mas estava o sabor estava bem suavezinho, dando apenas um leve aroma na limonada.

Depois de comer tanto, a Myrian não resistiu à sobremesa. Ela ainda teve a cara de pau de dizer que só comeria se todos a ajudassem a comer, ou seja, ela quis dividir a culpa com todos. O Seu Jorge ainda disse “se não gostar, não precisa pagar”. Bom, depois dessa, não tinha como não querer provar. O arroz doce Al Árabe leva água de rosas, miski e pistache. Realmente suave e gostoso. Pagamos a sobremesa – com todo prazer.

A comida estava muito boa, mas achei o atendimento ótimo, muito simpático e atencioso. Mesmo se a comida apenas "normal", certamente eu voltaria por causa do atendimento. Mas com comida boa e atendimento 10, não vejo a hora de voltar lá!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Padaria 14 de Julho

Padaria 14 de Julho
http://www.14dejulho.com.br
Rua 14 de Julho, 92 – Bela Vista, São Paulo
Tel.: 11 3105-3215


Já falei aqui do sanduíche de pernil da padaria 14 de Julho. Eu continuo achando que é um dos melhores sanduíches de pernil que já comi. Mas a 14 de Julho não se resume apenas ao ótimo sanduíche de pernil. Lá tem várias outras coisas gostosas...


É sempre muito interessante dar uma passadinha nessa padaria super tradicional. Ela ainda tem aquela cara de antiga. Mas legal mesmo é passar lá no fim de semana. Na porta (já na calçada, para falar a verdade) ficam os assados num tipo de televisão de cachorro.



A já minúscula padaria fica menor e mais apertada ainda, pois eles colocam uma panelona de molho para cozinhar no meio do caminho. O cheirinho de pão fresco e do molho de tomate apurando abre o apetite! (acho até que é uma tática para fazer os clientes comprarem mais, de gula!).


A padaria é repleta de coisas apetitosas. Para todo lado que você olha você vê alguma coisa gostosa: pães (filão, de lingüiça, de azeitona com provolone, calabresa com cebola etc), massas, molhos, antepastos, assados, carnes doces... Ufa!



Talvez não seja muito barato (da última vez que fui com meu pai, gastamos mais de 100 reais e nem me lembro de ter comprado taaaanta coisa. Acho que compramos um filão, um potinho de patê, um pão de lingüiça, massa, molho de tomate e 3 sanduíches de pernil), mas vale a dar uma passadinha lá pelo menos para comprar um filão fresquinho.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

NYC - Grego Uncle George's

Uncle George’s
33-19 Boradway, Astoria, NY
www.unclegeorges.us


No meu último dia em NY saímos para almoçar com o Ed, que nos levou para um restaurante grego no Queens.

Adoro restaurante grego. Em São Paulo temos poucas opções... O tradicional Acrópoles é bom, mas acho meio caro...

Enfim, o Ed recomendou, então é nesse mesmo que vamos... O local, bem ajeitadinho, estava tranquilo. Logo na entrada, havia um balcão e, na janela, um cabrito, ou algo assim, sendo assado inteiro. Eu olhei para o bicho, o bicho me olhou, com aqueles olhos esturricados... Que aflição. Prometi a ele que não o comeria (não naquele dia).

Abri o cardápio. Havia muitas opções... Provaria todas, mas não dava, tinha que me limitar a um prato. Pedi socorro ao Ed e ele sugeriu o Shish Kebob (US$14, espeto de carne com pimentão, tomate e cebola). Eu, para variar, peço sugestões, mas raramente as aceito... Acabei pedindo Moussaka (US$12). Ah, o próprio Ed ia pedir o Shish Kebob, então eu provaria dele... Por que pedir pratos repetidos? A Myrian pediu o souvlaki de frango (US$8, um espeto de frango com um molho de iogurte e alho).



Os pratos deles eram bons. Carne bem temperada e com aquele saborzinho de brasa, levemente tostada. Mas tenho que admitir que minha escolha foi a melhor. Achei o moussaka ótimo, carne moída bem saborosa (com um toque de canela), a berinjela suave e o molho cremoso gratinado.


O melhor de tudo é que eu achei os preços super razoáveis. Bem mais baratos do que nos gregos daqui. No Acrópoles, o moussaka deve sair um pouco mais caro (R$27), é menor e não tem os acompanhamentos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Culinária Chinesa III – Os Contrastes

Por: Fabio Massaru
País: China


Quando vou pra China, sempre tenho que me preparar psicologicamente, pois sei que vou enfrentar algo incomum. Não que isso seja exatamente um problema, mas realmente precisa de uma preparação. Muitas vezes eu sou convidado para jantares com pratos diferentes que tenho que experimentar, por ser o convidado principal.

Que tal uma tartaruga inteira cozida com gelatina branca?!? Ou uma sopa de anêmonas?!?


Mas também tem o lado requintado, pois não é só coisa "diferente" que eu como. Já comi um excelente sashimi de lagosta, bem fresco, e também um teppanyaki de Bife de Kobe. Sem falar nos rodízios de frutos do mar que existem por lá, um misto de comida chinesa com comida internacional... Que tal comer, sem limites, apenas as pernas de king crab, sashimi de lula fresca, sushi de ovas de salmão e lagosta?

sábado, 7 de novembro de 2009

NYC - Mini Cupackes Baked by Melissa

Baked By Melissa
http://www.bakedbymelissa.com/
529 Broadway, NY


Este é para quem, como eu, acha cupcakes enjoativos.

Os cupcakes são realmente bonitinhos, tenho sempre vontade de comprar vários, um de cada cor, um de cada sabor. Mas aí eu vou comê-los e mal aguento um inteiro...

Foi quando descobri os mini cupcakes do Baked by Melissa. Para mim eles têm o tamanho perfeito: uma bocada! Pelo fato de ser pequenininho, o cupcake é bem úmido. Aí já viu, né? Dá para comer vários! Um crime!

A foto acima é uma foto comparativa que peguei do site e modifiquei. A moeda é um “quarter”, ou seja, 25 centavos de dólar. O cupcake é bem pequenininho mesmo!

O Baked by Melissa fica, literalmente, num “hole in the wall”(buraco na parede). É uma janela com um toldinho por onde vendem os cupcakes. Não tem como não achar. Provavelmente vai ter uma fila...


Pedi o cookies & cream, o peanut butter cup e o s’mores. Há alguns meses, quando estive lá, havia mais 3 sabores apenas: cookie dough, peanut butter & jelly e tie-dye. Vi agora no site novos sabores, como o mint chocolate chip, cinnamon e red velvet.


Não quis o tie-dye por causa da cor… Estranhíssima. Corante puro, pensei. Mas fiquei com vontade de provar o cookie dough e o peanut butter & jelly. Bom, quem sabe da próxima vez?

Olha, talvez não sejam os cupcakes mais gostosos, mas são saborosos, úmidos, graciosos e dá para comer vários.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Itiriky Bakery

Itiriky Bakery
Rua dos Estudantes, 24 – Liberdade, SP
Tel: 11 3277-4939

Não gosto muito do Itiriki Bakery. Acho os pães de lá muito massudos... Mas é um lugar legal para mostrar para os outros, que ainda não conhecem.

O Zé Luis sempre passa na frente, mas nunca chegou a entrar no Itiriki, pois eu sempre disse que não gostava. Mas desta vez resolvi levá-lo para que ele tivesse sua própria opinião. Para quem também não conhece, o Itiriki Bakery é uma padaria "self-service", em que você pega a bandeja e se serve. Depois é só passar no caixa.


Pegamos um karê-pan (R$3,90), um melon-pan (R$3,50) e um chá de pobá (R$8,90). O karê-pan e o melon-pan são os tipos de pães mais pedidos.

O karê-pan é um pão recheado com karê (ou seja, curry com batata, cenoura e frango – sim, aquele mesmo, caldo amarelo denso e picante, com pedacinhos de batata, cenoura e cubinhos de frango ou carne, que os japoneses adoram comer com arroz e que, apesar do forte sotaque indiano, já é um típico prato japonês).


O melon-pan é um pãozinho doce, bem macio, sem recheio nenhum, com uma casquinha crocante e com textura de casca de melão (daí o nome, não tem nada de melão).


O chá de pobá (bubble tea) é uma bebida, normalmente a base de leite (chá com leite é muito comum), com umas bolinhas que parecem um sagu gigante (com cerca de 1 cm de diâmetro). Em inglês esse sagu gigante é chamado de “tapioca pearls” (lá fora, muitas das coisas feitas com fécula de mandioca são chamadas de tapioca). Nunca me empolguei muito com esse chá de pobá, mas resolvi provar... Vai que é bom.

Primeiro pensei em pedir o de chá verde... Mas no de chá verde ia leite. Não posso tomar leite, então troquei pelo de frutas tropicais (seja lá o que isso fosse), que não tinha leite. O legal é que vem num copão de 500 ml, com um canudo bem grosso, grosso o suficiente para as bolinhas passarem sem grande esforço.

O sabor não é aquelas coisas... Meio enjoativo. Doce demais. Além das bolinhas, tem uns quadradinhos coloridos de gelatina (tipo kanten), que dão uma textura a mais. O suco tem gosto de Tang de guaraná.

Bom, puxar as bolinhas pelo canudo não é das sensações mais agradáveis na vida... Parecem girinos gorduchos subindo em direção da sua boca. Você já teve a paranóia de achar que ia encontrar um corpo estranho no seu refrigerante (principalmente naqueles escuros como a Coca)? Pois é, é quase uma realização dessa paranóia... Pior: dessa vez o canudo é grossão e deixa passar tudo!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

NYC - Brownie Fat Witch

Fat Witch Bakery
Chelsea Market
75 9th Avenue
www.fatwitch.com


Adoro brownie, mas em pequenas quantidades. Brownie um é daqueles doces que busco quando preciso de algo intenso, não muito delicado e que mate minha vontade de chocolate com um golpe (ou mordida) só.

Li em algum lugar sobre a Fat Witch, uma lojinha que só faz brownies – e dos bons. Disseram até que a Oprah, toda vez que vai a NYC, come os brownies de lá... A Oprah é boa de garfo (dá para perceber pela sua luta contra a balança), então deve ser bom mesmo, hein?

Achei que o brownie já valeu pelo passeio no Chelsea Market. É um mercado pequeno que funciona no térreo de um prédio. Nunca teria imaginado que lá havia um mercado. Tem menos de 30 lojas onde funcionam restaurantes, padarias, cafés, lojas de importados, de cestas, de artigos de cozinha, livrarias etc.


Na Fat Witch, você acha que não terá dificuldades de escolher, pois só vendem brownies, certo? Errado. Tem de vários tipos... Todos parecem muito bons.

Escolhemos o Fat Witch (o clássico), o Red Witch (com cerejas desidratadas) e o Wicked Witch (de chocolate de menta).



Provamos o Wicked Witch primeiro, pois foi a minha escolha e eu estava ansiosa para prová-lo. Coberto com açúcar cristal verde, a textura crocante se destaca da maciez úmida do brownie. Misturados à massa, pedacinhos de chocolate de menta (verde). Parecia um brownie mofado, mas eram tão frescos, que nunca passariam por estragados. O chocolate de menta quebrava um pouco da doçura do brownie. Perfeito.



Comemos o Red Witch apenas no dia seguinte. Mas ainda estava incrivelmente fresco e úmido. A textura se manteve. Nada de se esfarelar. Os pedacinhos de cereja, azedinhos, contrastavam com o brownie.

O Alfredo, que mora em NY, disse que não se empolga muito com o brownie da Fat Witch. Bom, se comparado aos brownies daqui de São Paulo, eles são muito melhores... Será que ele tem alguma dica de brownies melhores que da Fat Witch?

Vejam os sabores disponíveis:
- Fat Witch: brownie original úmido e com sabor intenso de chocolate
- Java Witch: brownie original com gotas de chocolate de cappuccino
- Blonde Witch: como um cookie com gotas de chocolate na forma de um brownie
- Red Witch: brownie original com cerejas desidratadas
- Snow Witch: brownie de chocolate branco
- Caramel Witch: brownie original com uma camada de caramelo
- Breakfast Witch: brownie com aveia, nozes e café
- Fat Witch Walnut: brownie original com nozes

domingo, 1 de novembro de 2009

NYC - Rickshaw Truck

Rickshaw Truck
www.rickshawdumplings.com

Antes de embarcar para NYC, fiz uma pesquisa na Internet sobre coisas interessantes para comer. Fiquei sabendo de um tal de Vendy Awards, que anualmente premia as melhores vendedores de comida de rua. Um dos finalistas era o Rickshaw, uma van que vendia dumplings (semelhante ao nosso guioza). Imaginei que fossem realmente bons... O site era bem feitinho e tocava “Close to me” do The Cure, que eu adoro.

Num dia em que a Myrian e eu estávamos morrendo de fome, fomos em busca da van, que deveria estar estacionada perto de onde nos encontrávamos.


Eu pedi o Chicken & Thai Basil with lemongrass, glass noodles. A Myrian o edamame (soja) with lemon, scallion and whole wheat wrapper. O preço da caixinha com 6 dumplings era US$6,00.


Bom, o que eu achei??? Acho que foi a pior comida que provei em NY. Além de achar caro, achei horrível. O molho (não me lembro qual era) era péssimo! Tinha sabor de sabão de coco com manjericão! Pior impossível.

Além de ter odiado, continuei com fome... Naquele dia, tivemos que buscar outro lugar para almoçar.

sábado, 31 de outubro de 2009

NYC - Augustin’s Waffles

Augustin’s Waffles
http://www.augustinswaffles.com/

Este post é em homenagem ao Deblire, meu amigo da faculdade filho de belgas. Agora qualquer coisa belga me lembra o Deblire. Quando eu falei do Pommes Frites, que serve autênticas batatas fritas belgas, ele me contou que na Bélgica se compram batatas fritas muito boas em barracas nas ruas, feitas por ex-marinheiros com braços musculosos e cheios de tatuagens. Aí o assunto de comida rumou para os famosos waffles begas. Não preciso nem contar que ele descreveu os waffles que a mãe dele faz, né?

Bom, como minha mãe não faz waffles, muito menos é belga, eu me contento em comê-los por aí...

Em NYC é muito comum encontrar feiras de rua, onde predominam barracas de comidas de tudo quanto é tipo. Fomos num domingo na feira da 3ª avenida (entre a rua 66 e a 86). Chegou uma hora que me bateu uma fome, mas eu não queria comer nada muito pesado nem que enchesse minha barriga, pois dali umas horas eu tinha combinado de almoçar em um restaurante português em New Jersey. Quando bati os olhos nos waffles, pensei “é isso!”.


Pedi o waffle com nutella (US$4,00 + US$1,00 pela cobertura). Há outros tipos de cobertura, é só escolher. Mas, sinceramente, acho que a cobertura poderia ser dispensada: o waffle já é adoçado e tem um pouco de canela na massa. Acho que só um pouco de açúcar de confeiteiro polvilhado em cima já é suficiente.



Achei a massa um pouco pesada e borrachenta. Não sei se na Bélgica é assim, mas prefiro o belgian sugar waffle do Le Pain Quotidien. O waffle do LPQ sai US$4,95 (mais gorjeta e impostos), só que vem com frutas frescas em cima. Por mim, vale mais a pena.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Feirinha ADESC

Faz tempo que estou para escrever sobre essa Feirinha da ADESC (Associação Cultural dos Departamentos de Senhoras Cooperativistas).

Quem organiza essa feirinha são umas senhorinhas japonesas que revertem o lucro para a associação. É uma feirinha que a cada semana está em um lugar diferente. Sempre que elas estão aqui em São Paulo, na Vila Leopoldina, meus pais aproveitam para comprar as comidinhas e alguns vegetais bem frescos e bonitos.


Quem não tem um pé na terra do sol nascente pode estranhar um pouco os itens a venda, pois são os típicos bentô (marmita japonesa com oniguiri – bolinho de arroz, milanesa, tempurá, vegetais etc), conservas fedidas e outras coisas de aparência duvidosa. Mas de qualquer maneira, as comidinhas são muito bem feitas, vale a pena comprar várias coisas para comer e desencanar de preparar o almoço e o jantar.

Bentô (bandejinha com sushi, conservas, oniguiri, milanesas)
Conservas, patês e antepastos

Cebolinha em conserva agridoce


É na feirinha que meus pais compram um vidro lotado com fundos de alcachofra gordões e deliciosos (é difícil até tirar do pote!). O patê de shiitake é muito bom! Bem temperadinho, cai super bem em cima de uma torradinha.

O tempurá com camarão delas é muito bom também, continuam sequinhos e durinhos por mais de dias! Tem a bandejinha de milanesas muito bem feitas, que é perfeita para aquela tarde em que vc está a fim de beliscar algo. Tem também salgadinhos (kibe, croquete, empadinha, folhadinho...), empadões, espetinhos.

Tempurá

Empadão
Salgadinhos
Os doces são quase todos recheados de ankô (o famoso doce de feijão). Tem um que não é recheado de feijão: é o feijão mesmo, cristalizado, com muito açúcar em volta. Fica com a casquinha crocante e o interior macio e pastoso.

Mochi

Manjú

Amanato

As frutas e verduras são selecionadas e vira e mexe tem uma novidade, uma variedade diferente de fruta ou de verdura. Outro dia minha mãe comprou um tomatinho meio com formato de coração beeemmm docinho, que fica ótimo na salada.


Além dos comestíveis, elas também vendem flores e artesanato.

Quem tiver chance e interesse, vale a pena visitar a feirinha!

[OBS: foi meu pai que tirou as fotos para mim!!!]


Onde e quando encontrar a Feirinha ADESC?

2009

Hospital SBC
R. Blumenau, 320 - Vila Leopoldina
São Paulo, SP
12 de novembro, 9 e 10 de dezembro

SM-46
Rod. Raposo Tavares, 45.200
Vargem Grande Paulista, SP
14 e 28 de novembro, 5 e 19 de dezembro

Aquineuz
Caucaia do Alto – SP
7 de novembro e 5 de dezembro

Aoba Miyagui Kenjinkai
R. Fagundes, 152 – Liberdade
São Paulo, SP
21 e 22 de novembro, 12 e 13 de dezembro

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pastel Yoka

Yoka
http://www.yoka.com.br/
R. dos Estudantes, 37
Tel: 11 3207-1795


Vou parar de falar um pouco sobre NYC, pois o Zé Luis reclamou... Ele disse que muita gente lê o blog e depois vai no lugar experimentar... Se eu ficar falando de NYC, muita gente só vai ficar na vontade.

Bom, atendendo a pedidos, vou falar sobre o pastel Yoka. Quando eu era beeem mais nova, a pastelaria já era famosa. Lembro-me de ter ido uma vez comer um pastel e ter visto a placa “pastel com carne de primeira”.

Isso me impressionou, pois até então estava habituada aos pastéis de carne de segunda das feiras... Sempre tive pavor de comer pastel e sentir as gordurinhas fazendo “crec” quando eu mastigava o recheio.

Quis levar o glutão do Zé Luis para que ele provasse esse pastel caprichado, com uma massa incrivelmente crocante. Ele não quis saber do pastel de carne (R$3,20) e foi logo pedindo o de bacalhau (R$8,20), que tinha um recheio bem farto e caprichado.

Infelizmente nesse dia eu estava sem a câmera... Mas como ficou faltando registrar o pastel super crocante do Yoka, o Zé e eu tivemos que nos sacrificar e voltar lá de novo. O que eu não faço pelo blog?

Dessa vez pedimos um pastel de carne e um de mussarela com escarola (R$3,80). O de carne estava realmente gostoso, sem gordura nem coisas não identificadas no recheio, apenas uma carne moída bem temperadinha. O de mussarela com escarola não tinha nada de especial, mas vale a pena por causa da massa, que é o segredo de tudo. Na verdade, pedi o de escarola, pois quis me enganar, pensando que estava comendo verdura...


Bom, tem outro recheios, como o de mussarela (R$3,20), palmito com camarão (R$8,20), japonês (com recheio de tofu, shiitake, kamaboko e cebolinha), banana e canela (R$3,80), além de uma coxinha bem caseira feita com massa de batata (R$3,80).

Eu recomendo. A massa é a melhor.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

NYC - Katz’s Delicatessen

Katz’s Delicatessen
www.katzdeli.com
205 East Houston Street
Nova York, NY


Já tinha ouvido falar no Katz’s Deli, mas nunca tinha me despertado a curiosidade... Até que o Alfredo, que mora em NY, disse que eu deveria provar o sanduíche de pastrami, pois é diferente de qualquer sanduíche de pastrami que eu já havia provado.

O Katz’s Deli é uma delicatessen fundada por judeus russos em 1888 e hoje faz sucesso com seu sanduíche de pastrami, o hot dog e os salames. O lugar é tão conhecido que até alguns filmes foram filmados lá. É um lugar grande, mas bem simples, sem frescuras. Pede-se no balcão e busca-se uma mesa para sentar.


O Alfredo recomendou que eu dividisse um “on the rye with mustard”, ou seja, pastrami no pão de centeio com mostarda (US$14,95). Um inteiro, alertou, chumba o estômago e é quase impossível aguentar sozinho.




O Alfredo tinha razão. É diferente de qualquer pastrami que eu já provei, é extremamente macio, úmido, com um toque defumado. O pastrami que conheço é bem mais seco e pálido... O do Katz’s derrete na boca, de tão macio. Para acompanhar eles servem picles. Adoro picles.



Realmente vale a pena experimentar. Mas lembre-se de dividir com alguém. Um inteiro é muito!

sábado, 10 de outubro de 2009

NYC - Pommes Frites

Pommes Frites
123 2nd Avenue
http://www.pommesfrites.ws

Não vejo graça naquela batata frita palito. Para mim, batata frita tem que ser mais gordinha, para sentir a diferença entre a cremosidade da batata e a casquinha crocante.

O Pommes Frites foi um achado! É um lugar estreito, escuro, com ar cheirando batata frita (Moças, cuidado! O cabelo e as roupas ficam cheirando fritura!). Mas o atendimento é bem simpático e a batata é nota 10!


A casa serve apenas batatas fritas e uma infinidade de molhos para acompanhá-las. Você pode escolher entre 3 tamanhos de cones: Regular (US$4,50), Large (US$6,25) e Double (US$7,50). Todos os molhos são US$1,00 apenas. Acompanhamentos clássicos, como ketchup, mostarda amarela, tabasco, cebola, jalapeño e maionese são de graça. Se pedir 3 molhos, sai por US$2,50.

A Myrian e eu pedimos um “large” com molho de maionese com alecrim e alho (rosemary garlic mayo) para dividir. Olha, para ser sincera, acho que eu teria agüentado um “large” sozinha... Fiquei com vontade de comer mais. Acho que seria exagero comer o “double” sozinha, mas talvez fosse uma boa medida para dividir com outra pessoa.



A batata é muito bem feita. Do jeito que eu gosto, gordinha, com o centro macio e a casquinha crocante. As batatas são fritas 2 vezes para ficarem douradas e crocantes.

A Myrian e eu ficamos com vontade de passar lá no Pommes Frites de novo para provar outros molhos, mas acabou não dando tempo... Uma pena.

Vejam só quantos tipos de molho:
1. Vietnamese Pineapple Mayo
2. Roasted Garlic Mayo
3. Rosemary Garlic Mayo
4. Sweet Mango Chutney Mayo
5. Honey Mustard Mayo
6. Wasabi Mayo
7. Sundried Tomato Mayo
8. Horesradish Mayo
9. Pesto Mayo
10. Dill Lemon Mayo
11. Smoked Eggplant Mayo
12. Pomegranet Teriyaki Mayo
13. Parmesan Peppercorn
14. Blue Cheese
15. Cheddar Cheese
16. Peanut Satay
17. Mexican Ketchup
19. Dijon Mustard
20. Barbecue
21. Sweet Chili
22. Sambal Olek (frite sauce, peanut satay & raw onion)
24. Curry Ketchup Especial (frite sauce, curry ketchup & raw onion)
25. Irish curry

Ah, detalhe, se você quiser comer lá, repare que nas mesas existem buracos. Esses buracos servem para apoiar o cone de batata frita!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pão Não Sovado do NY Times

Eu me prometi que iria evitar de blogar "comidas feitas em casa", pois não é o foco do YumiNaMesa (se não seria YumiNaCozinha, né?), mas desta vez não resisti...

Assim que eu avisei o Alfredo, que mora em NY, que eu iria visitar a cidade dele, ele disse que faria um pão maravilhoso. Ele ainda disse "me avisa pelo menos 1 dia antes quando você vai lá em casa, para eu começar a preparar o pão". Eu pensei: "Pô, dever dar o maior trabalhão! Ele vai passar a noite sovando esse tal pão."

Cheguei no apartamento dele e, à medida que caminhava do elevador até a porta da casa dele, fui sentindo aquele cheirinho de pão assando! Não precisava nem saber o número do apartamento, era só seguir o cheiro.

Ele me recebeu dizendo que o pão estava quase pronto e que estava "na hora de tirar a tampa". Hã? Tampa? Achei que passar a noite sovando o pão deixou o Alfredo louco...

Uns 20 minutos depois de "tirar a tampa do pão", o Alfredo apareceu com um pão douradinho, lindo, perfeito... Era um pão daqueles que faz, nas próprias palavras do Alfredo, "crac, crac" quando você morde. O miolo é macio e saboroso, levemente azedinho, muito bom. De verdade, o melhor pão feito em casa que já comi.



Agora, antes que vocês achem que o Alfredo é louco e que vara a noite sovando o pão, deixem-me explicar que ele não é louco (pelo menos até onde eu sei), que ele não passou a madrugada sovando pão e que ele foi, sim, tirar a tampa do pão.

O Alfredo reencontrou uma receita de pão publicada no The New York Times pelo Mark Bittman em 2006 e que, por um momento, virou febre por lá. A receita deve ter feito muito sucesso, pois é muito fácil e parece ser infalível (se até eu, que sou um desastre com pães, consegui fazer...). É um pão que não precisa ser sovado, mas a massa tem que descansar por, pelo menos, 18 horas. Ah, e o pão deve ser assado em um recipiente com tampa. O maior trabalho mesmo é encontrar um recipiente com tampa que possa ir ao forno (peguei um que minha mãe usou pela última vez em 1983).

Ficaram curiosos? Tentei traduzir a receita para vocês:

Receita: pão não sovado (no-knead bread)
Adaptado da receita de Jim Lahey (publicado no The New York Times em 8/11/06)
Tempo de preparo: aproximadamente 1h30 mais 14 a 20 horas de crescimento

3 xícaras de farinha de trigo especial ou de semolina (mais um pouco para enfarinhar)
¼ de colher de chá de fermento biológico instantâneo
1 ¼ colher de chá de sal

1. Coloque a farinha, o fermento e o sal em uma vasilha grande. Adicione 1 5/8 xícara de água e misturar; a massa ficará molenga e grudenta. Cubra a vasilha com um filme plástico. Deixe a massa descansar em temperatura ambiente por, pelo menos, 12 horas, preferencialmente por 18 horas.
2. A massa estará pronta quando a superfície estiver repleta de pequenas bolhas. Enfarinhe uma superfície de trabalho e coloque a massa; polvilhe um pouco mais de farinha e dobre ao meio uma ou duas vezes. Cubra-a com filme plástico e a deixe descansar por cerca de 15 minutos.
3. Utilizando farinha suficiente para não deixar a massa grudar na área de trabalho ou nos dedos, faça uma bola. Cubra uma toalha de algodão com bastante farinha (de trigo ou de milho); coloque a massa com a dobra para baixo e polvilhe mais farinha. Cubra a massa com outra toalha de algodão e deixe-a crescer por aproximadamente 2 horas. Quando estiver pronta, a massa estará com o dobro do tamanho e não voltará ao formato rapidamente ao ser cutucada.
4. Pelo menos meia hora antes de a massa ficar pronta, aqueça o forno a 230 graus. Coloque um recipiente com tampa (ferro, cerâmica ou pyrex) no forno enquanto ele aquece. Quando a massa estiver pronta, remova com cuidado o recipiente do forno. Coloque a mão sob a toalha e vire a massa sobre o recipiente. Se a massa não estiver bem distribuída, chacoalhe um pouco o recipiente (mas não se preocupe, o pão vai se ajeitar enquanto assa). Cubra o recipiente com a tampa e asse por 30 minutos. Então retire a tampa e asse por mais 15 a 30 minutos, até que o pão doure.

Mas se quiserem a receita original, em inglês, aqui está o link para o NY Times:

http://www.nytimes.com/2006/11/08/dining/081mrex.html